Depois do quarto acidente com helicópteros, somente neste ano, que deixaram 13 mortos na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Cavaliere está cobrando da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, um posicionamento sobre a fiscalização e regulamentação de voos panorâmicos.
No sábado, logo após a queda de uma aeronave que fazia um passeio com turistas, nas proximidades da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, Cavaliere encaminhou um ofício ao presidente da agência reguladora, Tiago Chagas, solicitando providências para reforçar a segurança dos voos turísticos, de forma a evitar que tragédias como essa voltem a acontecer.
"Então, era um voo com autorização para fazer voo panorâmico regularmente, mas o que eu solicitei ao presidente da Anac é que tome providências imediatas. A gente tem um aumento de volume desses voos panorâmicos, e eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas, inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana, ou por duas semanas, ou o que seja a necessidade da Anac para fazer uma fiscalização mais intensa".
A queda do helicóptero no último sábado matou o piloto, Alessandro Rocha, e três mulheres colombianas, que haviam contratado o voo panorâmico pelo valor de R$ 2.500. As três eram da mesma família; avó, mãe e filha.
Até agora, somente o corpo do piloto foi oficialmente identificado e será sepultado ainda hoje na cidade de São Gonçalo, na região metropolitana.
Os corpos das três colombianas continuam no Instituto Médico Legal carioca, passando por exames para identificação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação está em andamento e a perícia no local da queda da aeronave já foi feita pelo Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que vai emitir o laudo sobre as causas do acidente.
Nós pedimos um posicionamento da Anac, mas até o fechamento da matéria não obtivemos resposta.