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A atuação integrada das forças estaduais de segurança durante os sete dias do Rock in Rio resultou em uma redução de 19,9% no número de registros de ocorrências no festival, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo levantamento da Polícia Civil.
A queda também foi observada em tipos específicos de ocorrência. Os procedimentos relacionados a furtos diminuíram 17,5% em 2026, enquanto os registros envolvendo especificamente o furto de telefones celulares apresentaram redução de 10,3% em relação ao mesmo período de 2024.
A edição deste ano também marcou a estreia da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT) em grandes eventos. Outra novidade foi a atuação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri), que empregou policiais civis à paisana na Cidade do Rock para identificar suspeitos e interromper ações criminosas, principalmente relacionadas a furtos e receptação de celulares.
No sábado (12/9), cinco drones que sobrevoavam sem autorização a área restrita da Cidade do Rock foram identificados e apreendidos pela Polícia Militar. Os equipamentos tiveram os voos interrompidos por meio de um sistema antidrones, que está em fase de testes pela corporação.
Os cinco drones foram apreendidos e os três operadores identificados foram encaminhados à unidade da Polícia Civil responsável pelo registro da ocorrência. A medida teve como objetivo preservar a segurança do público e impedir sobrevoos não autorizados em uma área de grande concentração de pessoas.
Na semana anterior, durante uma ação coordenada pela Secretaria de Segurança Pública, outro drone não autorizado já havia sido apreendido após sobrevoar a área restrita da Cidade do Rock. Policiais militares localizaram o piloto, apreenderam o equipamento e conduziram o homem e o proprietário do drone à delegacia da Polícia Civil instalada dentro do evento.
Policiais militares do Comando de Policiamento de Proximidade (CPP), que atuavam em apoio ao Rock in Rio, foram acionados por um pedestre que relatou um roubo em andamento nas proximidades do BRT Bosque da Barra.
A equipe seguiu até o local e identificou três suspeitos correndo em direção a uma área de mata. Um cerco tático foi realizado com o apoio de agentes da Guarda Municipal e de policiais do 6º BPM.
Dois suspeitos foram capturados e reconhecidos pelas vítimas. Com eles, foram recuperados um aparelho celular pertencente a uma das vítimas e um revólver que teria sido utilizado para ameaçá-las.
Os envolvidos foram encaminhados à 16ª DP (Barra da Tijuca), onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial.
Durante os sete dias do festival, a Operação Lei Seca abordou 3.627 condutores em fiscalizações realizadas na capital e na Região Metropolitana. As equipes atuaram também em pontos estratégicos definidos de acordo com a circulação do público do Rock in Rio.
Ao todo, foram contabilizadas 746 ocorrências administrativas relacionadas à alcoolemia. Desse total, 311 apresentaram resultado positivo em situações que não caracterizavam crime de trânsito, enquanto 435 motoristas se recusaram a realizar o teste.
O Corpo de Bombeiros empregou 140 militares, que se revezaram durante os sete dias do festival. A atuação foi concentrada principalmente em ações preventivas.
Desde a abertura do evento, na sexta-feira (4/9), as equipes foram acionadas para apenas um incidente de menor gravidade dentro da Cidade do Rock. Não houve registro de ocorrências de maior gravidade durante o período.
No entorno do Parque Olímpico, o Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca atendeu a oito ocorrências, entre elas quedas de motocicleta, colisões e um princípio de incêndio.