A Feira Solidária Mulheres da Parada (MP) lançou, no último domingo (11), em São Gonçalo, sua moeda própria, a Sol, para o dinheiro circular entre os empreendimentos coletivos de artesanato, gastronomia, reciclagem, moda e arte e fortalecê-los, a grande maioria que faz parte do projeto Rede Solidária da ONG.
Esta foi a primeira edição da feira de uma série de outras, que acontecerão na Praça Zé Garoto como parte da Rede Solidária MP. O projeto de capacitação de empreendimentos coletivos tem o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária.
E o resultado da novidade foi um sucesso. Todos os expositores aderiram o uso da moeda e mais de 80% das vendas nas barracas foram realizadas com a Sol, o que beneficiou também o público. Todo mundo que adquiriu produtos ganhou descontos oferecidos pelos empreendedores. Na equivalência, um Sol valia um Real.
A barraca do Banco Solidário foi o "coração" da economia comunitária da Feira Solidária Mulheres da Parada, na qual as pessoas podiam trocar o Real pelo Sol através de PIX ou células.
“Achei bem interessante porque é um incentivo ao espírito solidário, o que devemos ter sempre na vida”, disse Grace Kelly Rodrigues que passou pela feira junto com a filha.
Os empreendedores também ficaram satisfeitos com os resultados. “Vendi todos os 24 litros de suco (inhame com maracujá e limão), não peguei em nenhum momento em dinheiro em espécie. Adorei, gostei muito de usar a moeda Sol. Minha maquininha de cartão do jeito que veio vai voltar pra casa e o PIX também. Acho que vendi até mais dessa forma”, contou Eliete Soares, empreendedora em gastronomia.
A meta, segundo a ONG Mulheres da Parada, é criar futuramente um fundo rotativo do banco solidário para oferecer empréstimos sem juros para que os empreendimentos possam comprar insumos para participar das próximas feiras.
“Foi muito positivo a primeira de uma série de mais onze feiras que vamos fazer na Praça Zé Garoto. A gente botou a moeda Sol para circular bastante. Iniciamos também o banco de trocas de serviços e produtos entre as empreendedoras. Agora é só consolidar e aprimorar o movimento da economia solidária entre os coletivos”, explicou a diretora e fundadora da ONG, Letícia da Hora.