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"We, Brothers"

Curta brasileiro gravado em inglês recria a Chicago dos anos 40 com autenticidade noir

Estreia exclusiva acontecerá no Kinoplex São Luiz, no Largo do Machado


Fotos: Divulgação

Um filme brasileiro diferente de tudo o que se viu até agora. Assim pode ser definido We, Brothers, primeiro trabalho da diretora e roteirista Renata Jones, que estreia em sessão exclusiva para convidados nesta segunda-feira (30), no Kinoplex São Luiz, no Rio de Janeiro.

Gravado inteiramente em inglês, o curta-metragem tem apenas 30 minutos, mas mergulha o espectador em um universo intenso e estilizado, misturando elementos de noir clássico, máfia, suspense, drama e crime, com uma estética cinematográfica marcante: preto e branco, figurinos originais da década de 1940 e um cuidado minucioso com a ambientação e o sotaque da época — estudado profundamente pelos atores.


Apesar de ambientado na Chicago da década de 40, toda a produção foi realizada em território nacional. A locação principal é uma casa histórica dos anos 30, localizada no bairro da Urca, no Rio de Janeiro — bem próxima à casa usada no filme vencedor do Oscar “Ainda Estou Aqui”.

A trama acompanha Antonio e Pete, dois antigos mafiosos que se consideram irmãos. Eles se reencontram em um esconderijo para discutir um novo trabalho, mas a conversa toma rumos sombrios à medida que relembram crimes do passado. A tensão cresce, revelando ressentimentos, rivalidades e uma atmosfera de desconfiança, até que um deles percebe que há algo muito errado.

Com roteiro e direção assinados por Renata Jones, membro da Academia Brasileira de Cinema, o filme representa sua estreia na direção. Renata, que também assina a produção, é uma apaixonada pela sétima arte e vem se destacando por sua abordagem original e cuidadosa com o cinema de autor. Além de We, Brothers, seu portfólio inclui o curta The Outsider, e ela já prepara seus próximos projetos: Harriet e Memórias.

“Quando comecei a escrever We, Brothers, eu não tinha a intenção de fazer um filme noir. A história começou de forma mais crua, mais emocional, e eu estava interessada nos vínculos familiares, na tensão entre amor e poder. Conforme o roteiro foi se desenrolando, eu percebi que pedia uma atmosfera noir. Não de forma estética apenas, mas estrutural mesmo. Era um filme de máfia. Era sobre códigos de honra, lealdade e traições silenciosas. Dirigir esse filme foi me reconectar com esse universo que sempre me encantou, mas também trazer algo muito pessoal, muito meu” - revela a diretora e roteirista Renata Jones. “Meu desejo é que o público sinta isso. Que o filme toque por baixo da superfície do gênero. Que seja elegante e duro, mas também sensível. Acredito que We, Brothers tem uma personalidade própria. Ele não tenta agradar ninguém, mas convida o espectador a entrar num pacto de atenção, de escuta, de mergulho”, completa.


We, Brothers foi inscrito em importantes festivais internacionais, incluindo o Tribeca Film Festival, Sundance e Berlinale, e é mais um exemplo do potencial criativo do cinema brasileiro em dialogar com narrativas universais de maneira única e ousada. Em breve, a obra vai estar disponível nas principais plataformas de streaming.


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