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Em flagrante delito

Homem é preso por ameaças a youtuber Felca e psicóloga envolvida em caso de pedofilia

Suspeito, identificado como Cayo Lucas, integrava grupo virtual que incentivava crimes contra menores, maus-tratos a animais e suicídio


Foto: Divulgação/Polícia Civil-SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, no mês passado, Cayo Lucas, acusado de ameaçar o youtuber Felipe Bressanim, o Felca, e a psicóloga Ana Beatriz Chamati, que trabalhou com o influenciador na investigação de redes criminosas online.

A prisão foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 17 de agosto, após Felca reportar um e-mail com ameaças de morte e acusações falsas de pedofilia contra sua pessoa. A Justiça, então, ordenou que a Google fornecesse os dados do remetente em 24 horas, o que resultou na rápida identificação e localização do suspeito.

Cayo foi preso em flagrante em sua residência, onde estava acompanhado de um adolescente. Atualmente, o menor encontra-se em regime de internação provisória. Ambos foram denunciados pelos crimes de invasão de dispositivo informático para obter vantagem ilícita e ameaça.

As investigações, no entanto, apontam para crimes ainda mais graves. Cayo Lucas também responderá por lucrar com a venda de vídeos e fotos de vítimas de estupro virtual, exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano. As ameaças ao youtuber são entendidas como retaliação direta após ele denunciar, em um vídeo, redes de pedofilia e a "adultização" de crianças na internet.

De acordo com as apurações, os acusados faziam parte de um grupo virtual conhecido como “Country”, que utilizava violência psicológica para humilhar e chantagear meninas, coagindo-as a enviar fotos íntimas. A organização também incentivava práticas de maus-tratos a animais, violência contra moradores de rua e ao suicídio.

O juiz Anderson Passos, titular da 1ª Vara Cível de Arapicara, em Alagoas – onde se encontra o adolescente –, emitiu um alerta sobre a gravidade do caso: “Os fatos sob apuração são de extrema gravidade. Havendo inclusive indícios de múltiplas vítimas”.

O caso continua sob investigação para identificar outras possíveis vítimas e membros do grupo.

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