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Comissão de Direitos Humanos repudia nomeação de coronel responsável por operação letal em festa junina

Ação do Bope no Morro Santo Amaro, no Catete, resultou na morte do jovem Herus Guimarães Mendes, durante concurso de dança

Por Portal Eu, Rio! em 09/09/2025 às 15:10:26

Morte de Herus Guimarães Mendes em festa junina deflagrou onda de protestos no Rio contra a violência policial. Foto: Instagram/Voz das Comunidades

A deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (CDDHC-ALERJ), divulgou nota oficial em que manifesta profundo repúdio à nomeação do coronel Aristheu de Góes Lopes para a Superintendência da Polícia Militar. O oficial havia sido exonerado do comando do Bope há apenas três meses, após autorizar a operação no Morro Santo Amaro que resultou na morte do jovem Herus Guimarães Mendes, de 23 anos.

Na justificativa apresentada pela corporação à imprensa, a promoção foi atribuída a “critérios técnicos e estratégias definidas pelo comando”. No entanto, o próprio coronel admitiu publicamente que os agentes não seguiram os protocolos da corporação durante a trágica ação, realizada em meio a uma festa junina lotada de famílias. Diante disso, de acordo com a nota divulgada pela presidente da CDH, cabe o questionamento: que critérios são esses?

Para o mandato, é inadmissível que um oficial vinculado a uma operação marcada pela violência desproporcional e pela violação de direitos fundamentais seja alçado a um cargo de tamanha relevância na estrutura da segurança pública do estado. A nota prossegue a condenação em termos extremamente duros: "Mais uma vez, o governo do Rio de Janeiro sinaliza tolerância, e até mesmo cumplicidade, com práticas letais que vitimam, sobretudo, a juventude negra das favelas e periferias, perpetuando um modelo de segurança fracassado, pautado na lógica do confronto e não na preservação da vida.

Desde as primeiras horas após a ação do Bope, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania tem acompanhado a família de Herus, cobrando responsabilidade e transparência do poder público. Seguiremos acolhendo essa família e exigindo compromisso com a vida da população das favelas do Rio.

Pela memória de Herus Guimarães Mendes e de tantas outras vítimas da violência de Estado reafirmamos nosso repúdio a promoções indevidas que ferem a confiança da sociedade nas instituições, aprofundam a sensação de impunidade e naturalizam a violência como política de Estado.

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