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73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia: o que muda para pacientes do RJ

Encontro acelera a adoção de protocolos com impacto direto em segurança, diagnóstico e acesso


Dra. Lúcia C. C. Oliveira, presidente eleita da SBPC (2030-31), sessão científica

Resumo:

* 73º CBC ocorreu de 3 a 6 de setembro em São Paulo, com abertura no WTC/Sheraton e atividades científicas no Einstein Morumbi;

* Destaques: ICG para perfusão, neuromodulação sacral, manometria AR e exames dinâmicos;

* Presença de referências internacionais (p. ex. Roel Hompes, Phillip Fleshner, Willem Bemelman e Dra Lucia Camara Castro Oliveira);

* RJ em Foco: liderança fluminense na SBCP e adoção de protocolos de alto valor

Realizado de 3 a 6 de setembro de 2025 em São Paulo, o 73º CBC reuniu especialistas do Brasil e do exterior para discutir avanços em câncer colorretal, doenças funcionais e inflamatórias, técnicas cirúrgicas e exames funcionais. Para o RJ, o encontro acelera a adoção de protocolos com impacto direto em segurança, diagnóstico e acesso.

A cerimônia de abertura ocorreu no Golden Hall – Sheraton WTC, e parte da programação científica foi sediada no Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Morumbi, incluindo cursos e trilhas temáticas. A centralização dos debates em grandes centros facilita a difusão para redes assistenciais do RJ, que concentram alta demanda e serviços de referência.

Quais temas se destacaram: ICG, neuromodulação e exames funcionais?

Três eixos guiaram os debates: ICG para avaliar perfusão antes da anastomose (reduzindo risco de fístula), neuromodulação sacral para constipação refratária e incontinência selecionada, e padronização de manometria anorretal e exames dinâmicos (defecografia/US). O objetivo é aumentar segurança, acurácia diagnóstica e efetividade terapêutica.

Relatos de experiência e mesas com especialistas mostraram aplicações práticas no perioperatório colorretal e nos ambulatórios de fisiologia anorretal. O reforço em protocolos padronizados facilita comparabilidade de resultados e formação de linhas de cuidado regionais.

Como a ICG aumenta a segurança nas cirurgias colorretais?

A indocianina verde (ICG), sob luz infravermelha, permite checar perfusão do intestino antes da anastomose. A decisão intraoperatória guiada por ICG reduz a chance de isquemia e, potencialmente, de deiscência/fístula anastomótica, melhorando desfechos e tempo de internação.

A incorporação da ICG é tendência mundial em centros de cirurgia colorretal de alto volume, com curva de aprendizado factível em hospitais públicos e privados do estado.

Em quais casos a neuromodulação sacral é indicada?

A neuromodulação sacral é opção para constipação refratária e incontinência fecal em pacientes selecionados após tratamento clínico. Indica-se quando há impacto funcional importante e falha de medidas conservadoras, com avaliação por equipe multiprofissional e protocolos de seleção e seguimento.

O procedimento, em duas etapas (teste e implante), foi discutido com ênfase em critérios de elegibilidade, ajuste de parâmetros e monitoramento de resposta.

O que muda com a padronização de manometria e exames dinâmicos?

A manometria anorretal de alta resolução e exames dinâmicos (defecografia/US) com protocolos padronizados aumentam a reprodutibilidade e a acurácia no diagnóstico de disfunções evacuatórias, guiando terapias como biofeedback, neuromodulação e abordagens cirúrgicas quando necessárias.

No congresso, especialistas enfatizaram fluxos diagnósticos integrados e relatórios uniformes para orientar decisões individualizadas.

Quais foram as presenças internacionais de referência?

Entre os convidados, nomes como Roel Hompes (Holanda), Phillip Fleshner (EUA) e Willem Bemelman (Holanda) contribuíram com atualização em cirurgia colorretal minimamente invasiva, doença inflamatória intestinal e preservação de órgão. Essas participações aproximam o Brasil de diretrizes internacionais.

As sessões com convidados abordaram estratégias como TNT (Total Neoadjuvant Therapy), preservação do reto e manejo de complicações.

O que são as classificações DICA e CODA na doença diverticular?

DICA é uma classificação endoscópica que estratifica inflamação e complicações da doença diverticular; CODA combina DICA a variáveis clínicas (dor e idade), prevendo risco de recidiva e cirurgia em 3 anos. Auxilia em decisões terapêuticas e seguimento.

A incorporação desses escores à rotina favorece condutas proporcionais ao risco, evitando tanto subtratamento quanto intervenções desnecessárias.

Qual foi o papel da Dra. Lucia e a relevância para o RJ?

A Dra. Lucia Camara Castro Oliveira foi eleita presidente da SBCP para 2030–2031, reforçando a liderança fluminense. Sua atuação em fisiologia anorretal e organização científica projeta impacto direto na padronização de práticas e formação no RJ.

No congresso, o eixo de fisiologia, exames funcionais e integração de protocolos dialoga com demandas do RJ, que concentra grande volume de pacientes de disfunção evacuatória e incontinência.


Checklist prático: quando indicar o quê

  1. ICG intraoperatória: cirurgias colorretais com anastomose, principalmente em segmentos de risco (perfusão limítrofe, paciente frágil).

  2. Neuromodulação sacral: constipação refratária e incontinência fecal após falha do tratamento conservador, com seleção rigorosa.

  3. Manometria AR + exames dinâmicos: constelação de sintomas evacuativos; orientar fisioterapia pélvica/biofeedback e cirurgias funcionais.

  4. DICA/CODA: doença diverticular — estratificar risco de recidiva/complicação e definir vigilância e terapêutica.

Linha do tempo – 73º CBC (resumo)

? 03/09 (19h30) – Abertura no Golden Hall – Sheraton WTC.

? Cursos/Salas científicasEinstein Morumbi (ex.: Colonoscopia Avançada; Auditório Kleinberger).

? 03–06/09 – Programação no WTC Events Center (São Paulo).

FAQ

O que é o 73º CBC e quando ocorreu?
De 3 a 6 de setembro de 2025, com atividades no WTC/Sheraton e trilhas no Einstein Morumbi. É o maior encontro da especialidade no país.

ICG realmente reduz fístula anastomótica?
A avaliação da perfusão com ICG apoia decisões intraoperatórias e é associada a melhor segurança; adoção depende de protocolo e treinamento da equipe.

Quem se beneficia da neuromodulação sacral?
Pacientes com constipação refratária ou incontinência fecal após falha do tratamento clínico, mediante avaliação multiprofissional e etapa-teste.

Por que padronizar manometria e exames dinâmicos?
Para reprodutibilidade, linguagem comum entre serviços e decisões terapêuticas mais precisas em disfunções evacuatórias.

O que são DICA e CODA?
Escores prognósticos na doença diverticular: DICA (endoscópico) e CODA (clínico + DICA), com faixas de risco para recidiva e cirurgia.

Quais nomes internacionais participaram?
Entre outros, Roel Hompes, Phillip Fleshner e Willem Bemelman, referência em cirurgia colorretal e doença inflamatória intestinal.

Qual a importância para o RJ?
Adoção de protocolos de alto valor, integração via SBCP e liderança fluminense favorecem segurança, acesso e atualização contínua.

Onde acompanho a agenda científica e próximos eventos?
Pelo site oficial e canais institucionais da SBCP (sem links no corpo do texto).

Serviço:

Evento: 73º Congresso Brasileiro de Coloproctologia

Quando: 3–6 de setembro de 2025

Onde: WTC Events Center (São Paulo); abertura no Golden Hall – Sheraton; atividades científicas no HIAE – Morumbi

Organização: Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)

Canais oficiais: site e redes institucionais da SBCP (agenda, certificados, calendário).

Porta-vozes citados:

* Dra. Lucia Camara Castro Oliveira - Coloproctologista e presidente eleita da SBPC (2030-2031).

* Dr. Sérgio Eduardo Alonso Araújo - Presidência Científica e organização do congresso (gestão 2024-2025 na SBPC)



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