Operação Pretorianos, na segunfa fase, capturou dois PMs aposentados que atuavam como seguranças pessoais de Rogério de Andrade. Foto: MPRJ
O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça Rogério de Andrade, atualmente custodiado em presídio federal, e dois policiais militares aposentados, por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à corrupção ativa. Os mandados de prisão obtidos pelo GAECO/MPRJ na segunda fase da operação Petrorianos foram cumpridos nesta quinta-feira (29/01), em endereços na cidade do Rio de Janeiro e na Penitenciária Federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
A investigação decorre de Procedimento de Investigação Criminal (PIC) próprio do GAECO/MPRJ contra integrantes do jogo do bicho. De acordo com a denúncia, Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, identificado como Carneiro, fazem parte da equipe de segurança pessoal do contraventor e prestam serviços diretos a Rogério de Andrade e a seus familiares.
A Justiça do Rio também expediu mandado de prisão para o contraventor, mas desde novembro de 2024 ele já está custodiado em presídio federal, no Mato Grosso do Sul, acusado de mandar matar o rival Fernando Ignácio.

A investigação do Ministério Público contra integrantes do jogo do bicho aponta que os PMs aposentados fazem parte da equipe de segurança pessoal do contraventor Rogério de Andrade e também prestam serviços diretos a seus familiares. Segundo a denúncia do MP à Justiça, um deles é acusado de subornar um policial militar da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais e para direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos por grupos criminosos rivais.
A primeira fase da Pretorianos foi realizada em março de 2024, quando os alvos eram 16 policiais militares da ativa e um policial penal. A ação foi batizada com esse nome pelo Gaeco numa alusão à Guarda Pretoriana, uma unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade.
Corrupção ativa
Ainda segundo o GAECO/MPRJ, Carlos André, em conjunto com Rogério de Andrade, foi denunciado por subornar um policial militar da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais e para direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos criminosos rivais.
A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.
Fonte: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e RadioAgência Nacional