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Adilsinho, da nova cúpula do bicho, 'Sem Alma' e 'Jefe' têm prisão preventida decretada por homicídio

Chefão e dois comparsas tramaram a morte de policial penal Bruno Kilier, que representava uma fabricante rival

Por Portal Eu, Rio! em 03/06/2026 às 10:23:27

GAECO/MPRJ denuncia Adilsinho, ex-PM e outro acusado por execução de policial penal ligado à máfia do cigarro
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, do ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, e de Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”. Os três foram denunciados pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio.

De acordo com a denúncia, a vítima foi executada a tiros de fuzil após ser monitorada por integrantes do grupo criminoso por meio de um equipamento de rastreamento GPS instalado clandestinamente em seu veículo. As investigações revelaram que Bruno Kilier representava uma fabricante de cigarros e teria se tornado um obstáculo aos interesses da organização criminosa liderada por Adilsinho. O grupo é apontado pelo GAECO/MPRJ como responsável por tentar monopolizar a comercialização ilegal de cigarros no estado. Segundo a denúncia, o crime integra uma série de homicídios relacionados à chamada “máfia do cigarro”, que também mantém ligações com disputas envolvendo a contravenção do jogo do bicho.

Ainda segundo o GAECO/MPRJ, Rafael Dutra é apontado como homem de confiança de Adilsinho e participou da logística do monitoramento e do planejamento da execução. Jefferson Rodrigues da Silva teria adquirido, configurado e fornecido o rastreador utilizado para acompanhar os deslocamentos da vítima.
Na decisão que recebeu a denúncia, além da decretação da prisão preventiva dos três acusados, a Justiça determinou a permanência de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima.

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

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