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Carlos Viana pedirá a Davi Alcolumbre para prorrogar CPMI do INSS

Comissão teria mais 60 dias, a contar de 28 de março, para processar depoimentos de autoridades e pedidos de informação sobre fraudes de mais de R$ 6 bi

Por Portal Eu, Rio! em 30/01/2026 às 11:23:10

Prorrogação da CPMI do INSS foi pedido levado pelo presidente da Comissão, senador Carlos Viana, ao presidente da Casa, o colega Davi Alcolumbre. Foto: Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou na quinta-feira (29) que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o pedido de prorrogação da comissão por 60 dias. Nesse caso, o prazo pode se estender até o fim de maio. Viana reforçou ainda que estão convocados para depor na quinta-feira (5) o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Senado sobre as articulação de Carlos Viana, do Podemos de Minas, buscando prorrogar a CPMI do INSS, que investiga descontos indevidos nos ganhos de aposentados e pensionistas.

Senadores e deputados poderão ganhar mais tempo para a investigação de descontos ilegais nas folhas de aposentados e pensionistas do INSS. O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nas redes sociais a coleta de assinaturas para a prorrogação dos trabalhos do colegiado.

O fim da comissão está previsto para 28 de março, mas, para Viana, é preciso aprofundamento nos fatos investigados. “Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas (...) Tenho convicção de que o pedido de prorrogação será analisado com seriedade e acolhido, em respeito ao interesse público e ao dever constitucional do Congresso Nacional de fiscalizar e dar respostas ao povo brasileiro”, acrescentou o senador.

Em dezembro, Viana anunciou à CPMI a intenção de solicitar a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias para ouvir todos os convocados. Só em uma reunião, no fim de novembro, foram aprovados 300 requerimentos de convocação de autoridades e pedidos de informação.



Empréstimos consignados

Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro. Neste ano o trabalho da comissão será concentrado em análises de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.

Em 2025 a CPMI ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o Careca do INSS. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, ele seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.

Vários depoentes optaram por permanecer em silêncio amparados por habeas corpus. Além disso, senadores afirmaram que alguns depoentes mentiram durante as oitivas. Por esse motivo, a CPMI deu voz de prisão a Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS. No curso dos trabalhos da CPMI, também foram determinadas as prisões do empresário Rubens Oliveira Costa, apontado como sócio do Careca do INSS, e de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Até janeiro de 2026, a CPMI soma 4,8 mil documentos analisados, 73 requerimentos de informação e 48 quebras de sigilo, e apontou 108 empresas suspeitas e mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras incompatíveis.


Por Portal Eu, Rio!

Fonte: Agência Senado e TV Senado

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