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Ex-vereadora de Búzios é presa, acusada de liderar esquema de rachadinha

Gladys Pereira e dois assessores foram denunciados por desvio de recursos entre 2017 e 2020 na cidade da Região dos Lagos

Por Portal Eu, Rio! em 24/02/2026 às 11:16:44

Ex-vereadora de Búzios é presa por rachadinha, e mais dois assessores do gabiente dela são denunciados por organização criminosa. Foto: Ascom MPRJ

A ex-vereadora de Armação dos Búzios Gladys Pereira Rodrigues da Costa foi presa hoje pela manhã. A parlamentar e outras três pessoas foram denunciadas pelos crimes de associação criminosa e peculato. A acusação decorre de investigação própria do Ministério Público que apurou um esquema de “rachadinha”, com desvio de recursos públicos praticado na Câmara Municipal de Búzios entre 2017 e 2020.

A denúncia revela que a então parlamentar teria organizado um sistema de arrecadação ilegal de parte ou até da totalidade dos salários de assessores nomeados em seu gabinete. Após os pagamentos realizados pela Câmara, os valores eram sacados em dinheiro e repassados à vereadora em espécie ou por meio de depósitos bancários. A investigação identificou 87 depósitos em espécie na conta da denunciada entre 2017 e 2019, somando R$ 206.013,37.

A pedido do MPRJ, a Justiça deferiu um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra a ex-vereadora, cumpridos nesta terça-feira (24/02) por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, no município da Região dos Lagos.

Entre as provas reunidas estão depoimentos de ex-assessores que relataram a exigência sistemática dos repasses como condição para permanência nos cargos, comprovantes de depósitos e a análise das movimentações financeiras realizada pela CSI/MPRJ. A investigação também aponta a indicação de familiares para cargos comissionados. Entre os investigados há assessores que confessaram a prática criminosa e firmaram Acordos de Não Persecução Penal com o Ministério Público.

Fonte: MPRJ

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