Professor Waldeck Carneiro. Foto: Divulgação/Alerj
O ex-deputado estadual e atual Coordenador Geral do Fórum Estadual de Educação, Professor Waldeck Carneiro, subiu o tom nas críticas ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Em vídeo publicado recentemente, Waldeck acusa o governo de aplicar um "calote" nos servidores públicos estaduais ao descumprir o acordo de reposição de perdas inflacionárias, sob o argumento de preservar a responsabilidade fiscal.
Acordo da Discórdia
A controvérsia gira em torno de uma lei celebrada em 2021, que previa o pagamento da recomposição salarial em três parcelas. Segundo Waldeck, o governo quitou a primeira parte em 2022 — ano eleitoral —, mas abandonou o cronograma logo em seguida.
"Não é aumento real, é reposição das perdas inflacionárias. É um direito constitucional", enfatiza o professor no vídeo.
Responsabilidade Fiscal ou Seletiva?
O ponto central da denúncia de Waldeck é o que ele chama de "responsabilidade fiscal seletiva". Ele argumenta que, enquanto o governo alega falta de recursos para os servidores, mantém práticas que comprometem as contas públicas em outras áreas:
Isenções Tributárias: Crítica ao alto volume de benefícios fiscais concedidos sem, segundo ele, efetividade para o desenvolvimento econômico do estado.
Investimentos Temerários: Menção a autorizações de uso de recursos do Rio Previdência (dinheiro de aposentadorias e pensões) em aplicações consideradas arriscadas no Banco Master.
Obras Suspeitas: Questionamentos sobre gastos bilionários por meio do sistema descentralizado de pagamento na Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC).
Apelo à Resistência
Para Waldeck, a postura de Cláudio Castro contribui para o "desmonte do serviço público". O professor encerra o vídeo, convocando os servidores e a população fluminense a manterem a mobilização. Ele também sugere que as ações atuais do governador visam pavimentar um caminho político futuro rumo ao Senado Federal, o que tornaria a pressão popular ainda mais necessária.
Até o momento, o Governo do Estado não emitiu nova nota oficial específica sobre as declarações do professor, embora venha reafirmando, em ocasiões anteriores, a necessidade de equilíbrio das contas diante do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).