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Controle na dose certa

Maioria da população apoia exame toxicológico na primeira carteira de motorista

Exigência para as categorias A e B - de motos e carros - foi incluída no Código de Trânsito em dezembro passado, mas aguarda regulamentação do Contran


Pesquisa revela apoio de esmagadora maioria da população para exame toxicológico na primeira carteira de motorista. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nada menos que 86% dos brasileiros apoiam a exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira carteira de habilitação nas categorias A e B. Isso é o que mostra uma pesquisa de opinião, encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia. A pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do país. Ao menos oito em cada dez entrevistados se declararam favoráveis ao exame em todas as regiões do país. A proporção se mantém quando analisado o gênero e a escolaridade dos participantes.

Além de contribuir para a segurança no trânsito, a pesquisa indica ainda que, para 68% dos entrevistados, a aplicação do exame contribui para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, enquanto 69% acreditam que o exame pode ajudar a reduzir a violência doméstica provocada pelo consumo de álcool e outras drogas.

O exame para as categorias A e B foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro está em vigor desde dezembro do ano passado. A Carteira Nacional de Habilitação de categoria A é exigida para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B inclui automóveis, utilitários e caminhonetes. O exame toxicológico já era exigido desde 2015 para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C - referente aos condutores de caminhões, D - ônibus e vans e E para motoristas de veículos com reboque.

Apesar da sanção da lei, o Ministério dos Transportes informou em nota que a implementação da exigência para as categorias A e B está em fase de avaliação. Entre os pontos avaliados estão o impacto ao cidadão, a capacidade da rede laboratorial para atendimento da demanda, os fluxos do processo de habilitação, possíveis reflexos na segurança viária e a integração aos sistemas existentes.

Até a publicação de norma complementar pelo Contran, permanece a orientação aos Detrans estaduais para que não seja exigido o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B.

*Com informações da Agência Brasil

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a exigência de exame toxicológico para a primeir carteira de motorista.


RadioAgência Nacional

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