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Dois delegados e um legista

Manobras da defesa fracassam, e júri ouve hoje testemunhas no caso da morte do menino Henry Borel

Advogados de Dr Jairinho fizeram 23 requerimentos de anulação do julgamento, vereador cassado anunciou destituição deles, mas juíza manteve sessões


Juíza Elizabeth Louro negou nada menos que 23 requerimentos de anulação de julgamento apresentados pela defesa de Dr. Jairinho. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Continua nesta terça-feira (26) o julgamento do padrasto e da mãe do menino Henry Borel, acusados da morte da criança, de 4 anos, em março de 2021. A sessão acontece no Segundo Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.

O primeiro dia, segunda-feira, foi marcado pela tentativa da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, de adiar o julgamento. A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry, não se manifestou.

Assim que a sessão começou, Jairinho informou a destituição dos advogados. A juíza Elizabeth Machado Louro, então, anunciou que ele seria transferido para um presídio com regras mais duras, o que o fez voltar atrás.

A defesa, então, tentou mais uma vez obstruir os trabalhos, apresentando 23 requerimentos para anular o julgamento. Mas todos foram negados, e a juíza encerrou a sessão às 17h.

Para hoje, estão previstos os depoimentos de três testemunhas de acusação, sendo dois delegados e um médico legista. Ao todo, 27 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas.

A expectativa é de que o julgamento dure de cinco a sete dias.

Homicídio por espancamento

Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho espancou Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, foi omissa, o que levou à morte da criança.

O ex-vereador responde por homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e por torturas praticadas contra a criança.

Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre o julgamento de Dr. Jairinho, o padrasto, e Monique Medeiros, a mãe, pela morte do menino Henry Borel, de quatro anos.


RadioAgência Nacional

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