Em outra denúncia, apresentada há três anos pelo Ministério Público, há contra Monalliza Neves Escafura a imputação de crime de extorsão praticado por ela e mais o pais José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha; Carlos Eduardo Menezes Machado, vulgo Cadu, Paulo Henrique Carvalho da Silva e Suelem de Souza Neves. Além do crime de extorsão, Monalliza, Cadu e Suelem foram denunciados por lavagem de dinheiro.
A denúncia sustenta que as vítimas Natalino José do Nascimento Espínola e Max Wanderson Marques Lopes sofreram extorsões, ameaças e outros delitos que teriam sido praticados por Monalliza, Piruninha e outras pessoas. Tudo começou com os aportes financeiros realizados por Natalino e Monalliza junto à Cimafer 2004 Ferro e Aço, de propriedade de Max. De acordo com o ajuste verbal firmado entre as partes, o dinheiro seria utilizado para aquisição de materiais e custeio de mão de obra, enquanto Max, na qualidade de sócio-administrador da Cimafer, ficaria responsável pela prestação de serviços a diversas construtoras, cujos pagamentos seriam divididos pelos três.
Com a frustração de negócios realizados pela Cimafer e o consequente prejuízo financeiro, instalou-se grave desavença entre, de um lado, Natalino e Max e, de outro, Monalliza e José Escafura, os quais, utilizando-se do poder exercido através da liderança do clã criminoso, passaram a manejar os integrantes de sua organização para perpetrar uma série de delitos contra Natalino, Max e seus familiares, de modo a compeli-los a pagar pelo prejuízo financeiro – risco inato de qualquer empreendimento. Mesmo após a prática de diversas extorsões, diante do não pagamento da ‘dívida’, Monalliza e Piruinha entenderam por bem matar Natalino. Desde então, Monalliza foi considerada foragida neste processo.