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Monalliza Escafura, filha do bicheiro 'Piruinha', é presa sob acusação de explorar jogos de azar

Pontos de bicho, máquinas caça-níqueis e outras modalidades de jogo clandestino passaram ao comando dela com a morte do pai, de acordo com o GAECO/MPRJ

Por Portal eu, Rio! Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em 28/05/2026 às 16:43:52

Prisão de Monalliza Escafura, filha do bicheiro Piruinha

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriu, na manhã desta quinta-feira (28/05), mandado de prisão contra Monalliza Neves Escafura. Filha do contraventor José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha. Ela foi presa em casa, no bairro de Ipanema, zona Sul do Rio.

Em março deste ano, o GAECO/MPRJ ofereceu nova denúncia contra Monalliza por organização criminosa, apontando-a como líder da estrutura armada voltada à exploração do jogo do bicho, de máquinas caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos de azar. Segundo a denúncia, após a morte de Piruinha, em janeiro de 2025, Monalliza assumiu o comando direto ao menos de parte dos pontos clandestinos do clã Escafura, passando a coordenar as atividades operacionais, financeiras e a ocultação dos valores obtidos com a exploração ilegal.

As investigações apontam, ainda, movimentação superior a meio milhão de reais, provenientes da exploração clandestina de jogos de azar, além da utilização de terceiros como laranjas para ocultação da origem dos recursos ilícitos. O mandado foi expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.


Em outra denúncia, apresentada há três anos pelo Ministério Público, há contra Monalliza Neves Escafura a imputação de crime de extorsão praticado por ela e mais o pais José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha; Carlos Eduardo Menezes Machado, vulgo Cadu, Paulo Henrique Carvalho da Silva e Suelem de Souza Neves. Além do crime de extorsão, Monalliza, Cadu e Suelem foram denunciados por lavagem de dinheiro.

A denúncia sustenta que as vítimas Natalino José do Nascimento Espínola e Max Wanderson Marques Lopes sofreram extorsões, ameaças e outros delitos que teriam sido praticados por Monalliza, Piruninha e outras pessoas. Tudo começou com os aportes financeiros realizados por Natalino e Monalliza junto à Cimafer 2004 Ferro e Aço, de propriedade de Max. De acordo com o ajuste verbal firmado entre as partes, o dinheiro seria utilizado para aquisição de materiais e custeio de mão de obra, enquanto Max, na qualidade de sócio-administrador da Cimafer, ficaria responsável pela prestação de serviços a diversas construtoras, cujos pagamentos seriam divididos pelos três.

Com a frustração de negócios realizados pela Cimafer e o consequente prejuízo financeiro, instalou-se grave desavença entre, de um lado, Natalino e Max e, de outro, Monalliza e José Escafura, os quais, utilizando-se do poder exercido através da liderança do clã criminoso, passaram a manejar os integrantes de sua organização para perpetrar uma série de delitos contra Natalino, Max e seus familiares, de modo a compeli-los a pagar pelo prejuízo financeiro – risco inato de qualquer empreendimento. Mesmo após a prática de diversas extorsões, diante do não pagamento da ‘dívida’, Monalliza e Piruinha entenderam por bem matar Natalino. Desde então, Monalliza foi considerada foragida neste processo.




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