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Apelo ao tribunal

Rodoviários do Rio fazem assembleia geral por novos pisos salariais

Categoria exige R$ 4 mil para motoristas de ônibus comuns e R$ 5 mil para BRTs, e pede ao TRT mediação contra impasse


Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários do Município do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

A direção do Sindicato dos Rodoviários realiza hoje, às 16h, na sede da entidade, na Rua Camerino, 66, assembleia geral da categoria. Na pauta, a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico.

- Queremos apenas o que nos é de direito. Espero que esse impasse entre a prefeitura e o Rio Ônibus seja resolvido, evitando assim que mais um vez milhares de usuários paguem o preço dessa briga de poderes. Em todos esses anos como sindicalista não lembro de algo parecido ter ocorrido - disse.

A direção do Sindicato dos Rodoviários entrou no início da semana com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), solicitando que o órgão intervenha e seja o mediador entre o sindicato e o Rio Ônibus para que haja um acordo definitivo sobre o dissídio dos cerca dos cerca de 20 mil motoristas, mecânicos e fiscais que acontece no mês de junho, já que na última rodada de negociações entre as partes o presidente do sindicato, Sebastião José, foi informado pela direção do Rio Ônibus que enquanto a prefeitura não repassasse o valor retido para as empresas, toda a negociação com a categoria estaria suspensa.

- Fomos procurado pelo representante dos empresários que afirmou que hoje nos seria encaminhada um contraproposta, mas que fique claro que não aceitaremos migalhas, e sim o que apresentamos na proposta do dissídio entregue ao Rio Ônibus, que são a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico, isso é inegociável - afirma.

Sindicato dos Rodoviários do Município do Rio de Janeiro

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