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Neste 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT) faz um alerta para as novas formas de exploração de crianças e adolescentes no Brasil e reforça a importância do fortalecimento da fiscalização para combater essa grave violação de direitos.
Embora o trabalho infantil ainda esteja presente em atividades tradicionais, como agricultura, comércio informal e serviços domésticos, especialistas chamam atenção para novas modalidades que vêm ganhando espaço, principalmente no ambiente digital. Entre elas estão o aliciamento por meio das redes sociais e o chamado trabalho invisível em plataformas digitais, muitas vezes realizado sem qualquer proteção legal ou acompanhamento das autoridades.
Segundo a DS-MG/SINAIT, a atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho é fundamental não apenas para identificar e interromper situações de exploração, mas também para responsabilizar os empregadores envolvidos e garantir que crianças e adolescentes sejam encaminhados à rede de proteção social e a programas de aprendizagem profissional.
"O combate ao trabalho infantil exige vigilância constante e uma fiscalização presente em todo o território nacional. As formas de exploração mudaram, mas a necessidade de proteção continua a mesma", destaca o Auditor-Fiscal do Trabalho José Tadeu de Medeiros Lima, representante da DS-MG/SINAIT.
A entidade também chama atenção para a necessidade urgente de recomposição do quadro de Auditores-Fiscais do Trabalho. A redução do efetivo nos últimos anos tem impactado diretamente a capacidade de realizar operações em áreas remotas e de difícil acesso, comprometendo a prevenção e o enfrentamento ao trabalho infantil.
Para a DS-MG/SINAIT, investir na fiscalização trabalhista é uma medida essencial para garantir os direitos das crianças e adolescentes e contribuir para a construção de um futuro com mais oportunidades, educação e proteção.