Marinheiro João Cândido liderou a Revolta da Chibata, em 1910, e foi alvo de ataques da Marinha ao ser incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, mais de um século depois. Foto: Agência Brasil
O Ministério Público Federal pediu à Justiça que aumente de R$ 200 mil para R$ 5 milhões a indenização por dano moral coletivo que a União deve pagar por declarações da Marinha sobre João Cândido, conhecido como o "Almirante Negro”, líder do movimento conhecido como "Revolta da Chibata".

A Ação Civil Pública foi movida pelo MPF contra a União após o então comandante da Marinha enviar uma carta à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados com críticas ao projeto de lei que incluía João Cândido no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a exigência do Minisério Público Federal de aumento da indenização que a União deve pagar por declarações da Marinha sobre João Cândido, líder da Revolta da Chibata, levante contra castigos físicos na Armada acontecido em 1910.
No recurso, o Ministério Público argumenta que a quantia anterior, R$ de 200 mil, é incompatível com a gravidade da conduta e com o histórico de perseguição estatal que se refletiu na mensagem emitida pelo comandante da força naval, em audiência pública da Câmara dos Deputados, em 2024.
O recurso aponta que o montante de R$ 5 milhões seja revertido de forma exclusiva para o financiamento de projetos e ações, promovidos por entidades públicas ou privadas devidamente reconhecidas, voltados à valorização, à preservação e à difusão da memória de João Cândido e dos fatos históricos associados à Revolta da Chibata.
Fonte: RadioAgência Nacional