Após três dias os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram em assembleia suspender a greve até a próxima segunda-feira, quando haverá nova reunião com os empresários sobre o dissídio da categoria.
Logo cedo, a administração municipal da capital fluminense divulgou um balanço dos ônibus em circulação:
"A Prefeitura do Rio informa que a circulação dos ônibus municipais voltou ao normal nesta quinta-feira (02/07). Às 6h30, 100% da frota do BRT, com 632 articulados, e 98% da frota dos ônibus comuns, com 3.401 veículos, estavam em operação. A média diária de circulação para o horário é de 632 articulados e 3.464 ônibus comuns."
Durante a reunião no TRT os advogados que representam as empresas de ônibus mantiveram a proposta de reajuste salarial de 4,39 porcento, mas, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a categoria pede 17 porcento, em duas etapas, e vai atrás desse valor.
Além desse aumento os rodoviários pedem pisos de cinco mil reais para motoristas de BRT, que são os ônibus articulados, e quatro mil reais para os demais motoristas, vale alimentação de mil reais, planos de saúde e odontológico, jornada de trabalho de 5x2 e o pagamento do intervalo de refeição como hora extra.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a trégua na greve dos rodoviários, até a próxima segunda-feira.
De acordo com a nota divulgada pelo sindicato, o presidente da entidade, Sebastião José, conseguiu mostrar aos trabalhadores a necessidade de atender o pedido do Ministério Público mesmo que momentaneamente, e dar uma trégua no movimento até segunda-feira, quando ocorrerá mais uma rodada de negociações com o Rio Ônibus que será mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com isso, os 1500 trabalhadores presentes na assembleia aprovaram a suspensão da greve até segunda-feira. De acordo com Sebastião, mesmo com a proposta aprovada na assembleia, a categoria continua em estado de greve, e caso não seja apresentada uma proposta decente, os trabalhadores voltam a cruzar os braços na próxima semana.
- Foi uma assembleia muito tensa e difícil, já que os rodoviários estão revoltados com a atual condição de trabalho da categoria. Infelizmente falta sensibilidade aos empresários e quem paga essa conta são os usuários, que em sua grande maioria entenderam e apoiam a situação e os motivos dessa reação dos motoristas - disse.
Sebastião afirmou ainda que a categoria não irá recuar das propostas aprovadas e encaminhadas para o Rio Ônibus, que é a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico.
- Queremos apenas o que nos é de direito. Em todos esses anos como sindicalista não lembro de algo parecido ter ocorrido - afirma.
RadioAgência Nacional e Sindicato dos Rodoviários