Começou nesta segunda-feira (24) a Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa, do Ministério da Justiça, em parceria com as secretarias de segurança pública, busca cruzar os perfis genéticos dos familiares com os de pessoas encontradas vivas e falecidas, cuja identidade é desconhecida nos bancos estaduais, distrital e nacional. O objetivo é aumentar as chances de localização.
Segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, só em 2025, mais de 85 mil pessoas constavam como desaparecidas, enquanto 57 mil foram encontradas.
Ao longo desta semana, 334 pontos de coleta de DNA estarão disponíveis nos 26 estados e no Distrito Federal. Os familiares interessados em participar devem apresentar documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, contendo número, estado de registro e delegacia.
A coleta é gratuita e indolor. O material coletado vai ser colocado no banco de dados para comparação com outros perfis genéticos que possam surgir no sistema. Vale ressaltar que o DNA coletado será utilizado apenas para fins de localização. Ou seja, após a confirmação da identidade da pessoa desaparecida, haverá a retirada das informações genéticas do banco de dados.
O Ministério da Justiça ressalta que, preferencialmente, devem comparecer aos pontos de coleta os familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, tais como pai, mãe, irmãos ou filhos.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a campanha nacional de coleta de dados de parentes de desaparecidos.
RadioAgência Nacional