A gente passa a vida tentando aprender as coisas certas: dirigir, economizar, usar filtro solar, comer mais verde, não mandar mensagem depois das dez. Mas, no meio desse esforço todo, são as lições que não estavam no plano que realmente grudam na pele.
Aprendi, sem querer, que quem diz “tô bem” geralmente não está e que a melhor resposta para isso nem sempre é um conselho, mas um “tô aqui”. Aprendi que ter razão é superestimado, e que às vezes é melhor ser feliz do que vencer a discussão sobre quem deixou a toalha molhada na cama.
Aprendi que o tempo cura quase tudo, mas também bagunça o que a gente achava curado. Que algumas pessoas ficam mesmo quando vão embora, e outras somem mesmo dormindo ao nosso lado.
Sem querer, aprendi a gostar de silêncio: aquele luxo moderno que a gente só valoriza depois de conversar demais. Aprendi que a solidão não é inimiga, mas sim visita que vem pra reorganizar a casa por dentro.
Aprendi que o amor não precisa ser fogo de artifício, basta ser chama constante que não apaga no vento. Que dizer “não” é um gesto de afeto consigo mesmo. Essa foi difícil, hein?! Aprendi que a saudade e a gratidão moram na mesma gaveta, e é impossível abrir uma sem esbarrar na outra.
E aprendi, por fim, que o que a gente mais tenta planejar é justamente o que nos escapa mas, às vezes, o imprevisto é o que salva o dia.
Porque as melhores coisas da vida, essas mesmo, a gente aprende sem querer…
Até o próximo texto!
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