A velocidade do mundo tecnológico que cobra, cada vez mais, urgência e conexão, tem sido um dos maiores desafios da sociedade. Mas de que forma podemos aumentar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, trabalhadores, empreendedores e, consequentemente, a produtividade das empresas, sem perder a essência e o equilíbrio?
A realidade atual nos leva para uma verdadeira corrida em busca de alternativas e meios para superar as cobranças de um mundo acelerado, que cobra produção e assertividade, seja na vida pessoal ou profissional.
A grande massa da população tenta manter o equilíbrio físico e mental driblando o aumento dos casos de depressão e transtornos, além de ser bombardeada a cada segundo com novidades tecnológicas, como a inteligência artificial (IA), que, de forma rápida e intuitiva, realiza atividades jamais imaginadas pelo homem.
É preciso resgatar a definição do propósito de vida, da saúde mental, do bem-estar pessoal em detrimento das inúmeras pressões sofridas pela velocidade do mundo, frente às inovações tecnológicas e às novas adaptações sociais. O mais importante é conciliar tudo isso com a inteligência emocional, potencializando o encontro com o seu próprio limite em um mundo sem limites, onde somos testados a cada momento, a controlar e manter uma saúde mental equilibrada, através da condução de uma rotina menos estressante.
A linha tênue da inteligência emocional está em entender que comprometer-se e se engajar corporativamente é muito diferente de se encharcar de afazeres, se matar de trabalhar e no fim, perder a saúde e o equilíbrio, gerando e desenvolvendo transtornos e neuroses psicológicas severas. Visto que, somos o país mais ansioso do mundo e o mais depressivo da América Latina, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).
É urgente a necessidade de desmistificar a saúde mental e valorizar a inteligência emocional. Trabalhar a qualidade de vida e a saúde individualizada para um alto rendimento profissional é importante em qualquer ocupação.
As doenças mentais e psicológicas devem ser acolhidas e tratadas em busca de uma melhor performance mental e cerebral. Até porque podemos ser muito mais eficientes se começarmos a entender e saber lidar com nossas emoções, elevando a autoconsciência, gerenciando humor, manejando os relacionamentos e promovendo a automotivação e a empatia.
Portanto, não se pode fugir de uma verdade: sem sombra de dúvidas, as emoções impactam diretamente na performance, nas relações e na produtividade do ser humano. O estresse, a depressão e a desmotivação impedem o indivíduo de ser produtivo e criativo, limitando sua atuação e comprometendo seus relacionamentos.
Por isso, sabendo gerenciar as emoções e trabalhando sua inteligência emocional, até mesmo os sentimentos destrutivos, como a raiva, por exemplo, podem ser utilizados positivamente, auxiliando e impulsionando as atividades, além de potencializar força e habilidade para a realização dos desejos e das tomadas de decisões mais assertivas.
Sabendo utilizar e canalizar as emoções com sabedoria, poderemos analisar com mais consciência os aspectos desafiantes aos quais somos confrontados diariamente, harmonizando inteligência artificial e novas descobertas tecnológicas, vida acelerada e saúde mental.