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Maioria da população apoia exame toxicológico na primeira carteira de motorista

Exigência para as categorias A e B - de motos e carros - foi incluída no Código de Trânsito em dezembro passado, mas aguarda regulamentação do Contran

Por Portal Eu, Rio! em 27/04/2026 às 13:46:49

Pesquisa revela apoio de esmagadora maioria da população para exame toxicológico na primeira carteira de motorista. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nada menos que 86% dos brasileiros apoiam a exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira carteira de habilitação nas categorias A e B. Isso é o que mostra uma pesquisa de opinião, encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia. A pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do país. Ao menos oito em cada dez entrevistados se declararam favoráveis ao exame em todas as regiões do país. A proporção se mantém quando analisado o gênero e a escolaridade dos participantes.

Além de contribuir para a segurança no trânsito, a pesquisa indica ainda que, para 68% dos entrevistados, a aplicação do exame contribui para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, enquanto 69% acreditam que o exame pode ajudar a reduzir a violência doméstica provocada pelo consumo de álcool e outras drogas.

O exame para as categorias A e B foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro está em vigor desde dezembro do ano passado. A Carteira Nacional de Habilitação de categoria A é exigida para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B inclui automóveis, utilitários e caminhonetes. O exame toxicológico já era exigido desde 2015 para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C - referente aos condutores de caminhões, D - ônibus e vans e E para motoristas de veículos com reboque.

Apesar da sanção da lei, o Ministério dos Transportes informou em nota que a implementação da exigência para as categorias A e B está em fase de avaliação. Entre os pontos avaliados estão o impacto ao cidadão, a capacidade da rede laboratorial para atendimento da demanda, os fluxos do processo de habilitação, possíveis reflexos na segurança viária e a integração aos sistemas existentes.

Até a publicação de norma complementar pelo Contran, permanece a orientação aos Detrans estaduais para que não seja exigido o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B.

*Com informações da Agência Brasil

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a exigência de exame toxicológico para a primeir carteira de motorista.

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: RadioAgência Nacional

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