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Rombo apontado é mais do dobro

PF investiga fraudes de R$ 54 bilhões nas Americanas, na segunda fase da Operação Disclosure

Justiça Federal determinou sequestro de bens e valores dos investigados, até o limite das manobras contábeis estimadas


Polícia Federal deflagrou segunda fase da Operação Disclosure. Foto: Divulgação PF

Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões.

Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa.

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2024 para investigar fraudes contábeis bilionárias nas Lojas Americanas. A ação focou na antiga cúpula da rede varejista, com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Esquema investigado, de início, teve impacto calculado em R$ 25,3 bilhões

  • Fraudes contábeis: O esquema envolveu fraudes em operações de risco sacado (antecipação de pagamentos a fornecedores com empréstimos bancários) e contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) sem lastro econômico.
  • Impacto estimado: Na época, o rombo financeiro e as manipulações nos balanços foram inicialmente calculados em R$ 25,3 bilhões.
Alvos e Mandados da primeira fase incluíram o ex-CEO da gigante varejista, Miguel Gutierrez

  • Alvos principais: Ex-diretores e ex-executivos da empresa, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali.
  • Mandados: Foram cumpridos 2 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro.
  • Bloqueio de bens: A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores dos investigados que somavam mais de R$ 500 milhões.

Polícia Federal e Agência Brasil

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