Policiais Federais participam da segunda fase da Operação Anafóra, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de verbas públicas, principalmente recursos destinados à saúde.
Durante a operação, os policiais encontraram quantias em dinheiro em uma sala de uma empresa ligada ao principal suspeito, em Xerém, distrito de Duque de Caxias. De acordo com a PF, o montante estava escondido embaixo de um sofá.
Primeira etapa da Operação Anafóra, em setembro de 2022, teve entre os investigados Washington Reis e o empresário Mário Peixoto.na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 27 mandados de busca e apreensão. À época, Reis era candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro (PL) , mas terminou trocado pelo então deputado estadual Thiago Pampolha durante o processo eleitoral.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) apuravam irregularidades na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. O contrato e seus aditivos superaram R$ 563,5 milhões, em pouco mais de dois anos.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro ligado ao desvio de verbas públicas, principalmente recursos destinados à Saúde.
A PF sustenta que a cooperativa investigada integra uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos, com atuação histórica no estado do Rio de Janeiro, especialmente na área da saúde. As apurações buscam esclarecer o destino dos valores e identificar os responsáveis pelo suposto esquema de corrupção e ocultação de patrimônio.
As apurações da primeira etapa da operação, em 2022, revelaram que alguns dos investigados mantinham patrimônios registrados em nome de terceiros, realizavam gastos incompatíveis com a renda declarada e participavam de negociações relacionadas ao mercado imobiliário.
Os investigadores também apuram a possível utilização de laranjas para ocultar a verdadeira propriedade de bens e dificultar o rastreamento dos recursos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que novas acusações podem surgir à medida que as investigações avancem e mais elementos sejam analisados.
RadioAgência Nacional