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Testemunha-chave faltou

Defesa apela, e é adiado julgamento de PM que atirou em moto por confundir macaco hidráulico e fuzil

Incidente, há quase onze anos, resultou na morte de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17


Jorge Lucas Paes, de 17, e Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, passaram de moto pela viatura da PM, e Carlos Fernando Dias Chaves, do 41º BPM, do Irajá, abriu fogo ao conjundir macaco hidráulico portad

Foi adiado para 9 de setembro próximo o júri do sargento da Polícia Militar que baleou e matou dois jovens em outubro de 2015 durante um patrulhamento na Pavuna. Carlos Fernando Dias Chaves, do 41º Batalhão da Polícia Militar (Irajá) atirou contra Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17, quando os dois passaram de moto pela viatura da PM. A Defensoria Pública atua como assistente de acusação, representando a família de Dingo. O adiamento atendeu a um apelo da defesa do PM acusado. Uma testemunha faltou, e o depoimento era considerado essencial para a sustentação da narrativa do policial.

Em depoimento, o sargento afirmou ter confundido o macaco hidráulico carregado por Paes, que estava na garupa da moto, com uma arma. A versão é questionada por outros policiais, que dizem ter avisado Chaves que se tratava de uma ferramenta. Dingo e Paes foram atingidos pelas costas e morreram no local. O policial responde ainda por outros delitos, pelos quais está preso.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! o depoimento do defensor público Pedro Cariello sobre o julgamento do PM que atirou contra uma moto com duas pessoas ao confundir um macaco hidráulico portado pelo garupa com um fuzil.



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