2025 foi um ano bastante desafiador para os que imaginavam avanços maiores no estilo mais livre de se atuar na vida profissional e pessoal no Brasil e no mundo.
As mudanças geopolíticas no mundo, as guerras, tendência ao resgate de um estilo ditatorial, mudanças climáticas, impacto da IA (Inteligência Artificial) no trabalho e na vida social e mudanças comportamentais reforçam os fantasmas de insegurança na visão de futuro.
Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, depressão e ansiedade custam em torno de USS$ 1 trilhão por ano em perdas de produtividade no mundo.
O Brasil já registra este ano um aumento de 143% de casos de afastamento do trabalho por transtornos mentais, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre as doenças que no período mais geraram benefícios por incapacidade temporária, devido a transtornos mentais e comportamentais, estão os transtornos ansiosos e depressivos, que, juntos, somam quase meio milhão de casos, o maior número em pelo menos dez anos. Segundo a coordenadora da Comissão de Saúde e Ambiente do Trabalho do Ministério da Saúde, Luciane Aguiar, alguns fatores que levam o trabalhador ao adoecimento mental: longas jornadas, dificuldade de chegar ao trabalho, baixos salários, vínculos precários, pressões e atividades repetitivas.
Para atender esta demanda já contamos com uma legislação que busca prevenir problemas de estresse, ansiedade e burnout, porém as organizações precisam tornar efetiva a legislação e criar ambientes que favoreçam a saúde mental e física das pessoas.
O que podemos constatar é que viver em constante sistema de alerta e sobrevivência é um dos principais fatores para o adoecimento mental.
Onde então podemos atuar para sermos o agente de melhorias da nossa saúde e sair do modo de alerta?
Independente das pressões do dia a dia, podemos criar hábitos, práticas e rotinas que possam nos tirar do modo de sobrevivência e nos levar para um maior equilíbrio e administração da saúde.
Quando estamos em sistema de alerta, nosso corpo está sempre preparado para lutar ou fugir, o que altera nosso batimento cardíaco, respiração, a quantidade de cortisol rodando na nossa corrente sanguínea, a pressão arterial gerando ansiedade e medo. Quando este estado acontece com frequência e intensidade, pode provocar um colapso na nossa saúde.
Por isso que praticar caminhadas, corridas e exercícios nos ajudam a diminuir os desconfortos gerados pelo estado de alerta.
Já as práticas meditativas e exercícios de respiração podem nos tirar do estado de alerta e atuação do sistema simpático e nos levar para um processo de calma e relaxamento que o sistema parassimpático proporciona.
Abraçar estas práticas como hábitos rotineiros fará toda a diferença no controle do nosso estado mental e emocional, bem como pode se tornar uma ferramenta pessoal para lidar com as situações negativas e estressoras.
Vale pensar que, às vezes, uma única mudança de hábito pode mudar a nossa vida.