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Setembro Amarelo: o papel transformador da terapia

Saúde Mental e Bem-Estar, Por Andréa Ladislau, Psicanalista

Em 01/09/2025 às 16:11:54

O Setembro amarelo vem para coroar a prevenção ao suicídio e colocar luz nas reflexões sobre a valorização da vida. Falar sobre saúde mental é importante o ano todo, mas ter uma data para tornar isso o foco da conscientização é, sim, essencial. Dentro dessa temática, para que a eficácia da prevenção atinja seus níveis desejados, é fundamental a adoção de medidas terapêuticas desenvolvidas através de ferramentas adequadas e aplicadas por profissionais de saúde mental.

Não devemos ter medo de falar sobre o suicídio. Falar abertamente sobre o tema pode fazer um suicida em potencial repensar suas escolhas. Acolha, demonstre apoio, tenha empatia e fique atento aos sinais que as pessoas podem nos emitir, demonstrando que algo está errado. O equilíbrio emocional é fundamental para afastar qualquer tipo de pensamento ruim. Mas sabemos que para atingir esse equilíbrio, uma série de fatores estão envolvidos. Não deixe para o dia seguinte se você pode acolher, ouvir e ajudar uma pessoa em sofrimento. Muitas vezes, temos pessoas à nossa volta que estão sorrindo por fora, mas internamente apresentam um psicológico abalado e fragilizado. Já não suportam mais a dor. Entendem que a melhor maneira de MATAR a dor é tirando sua vida. Uma solução definitiva para problemas temporários.

Especialistas informam que em 90% dos casos de pessoas que põem fim à própria vida podem ser evitados. São sofrimentos e questões que podem afetar qualquer pessoa e não existe uma única razão para que alguém opte pela automorte. Ele é o resultado de uma rede de fatores biológicos, genéticos, psicológicos e socioculturais. Entre os fatores de risco estão os transtornos mentais: depressão, bipolaridade, esquizofrenia; situações como isolamento ou vulnerabilidade social, desemprego, migrantes; Questões psicológicas, como perdas recentes, problemas na dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer. Por outro lado, o uso de drogas, principalmente cocaína e álcool, aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.

Podemos até classificar este indíviduo como portador de uma angústia considerada por ele como intransponível, sem saída ou sem solução. Ele não possui o desejo de acabar com a vida, mas sim de fazer parar a dor considerada insuportável por ele. Por isso, conversar sobre os sentimentos é essencial. Olhar o suicida apenas como um doente não é a melhor opção, uma vez que analisando com calma o escopo de possibilidades, qualquer pessoa poderia se encaixar em uma destas situações na vida.

Enfim, a atenção aos sinais é imprescindível. Não ignorar, conversar, aproximar-se e ouvir sem julgamentos, são atitudes fundamentais. Além de incentivar na busca por apoio profissionalizado de saúde mental. Este profissional saberá conduzir o processo, através de ferramentas terapêuticas adequadas para devolver a vontade de viver, reforçar a autoestima, elevar o senso de pertencimento. E, principalmente identificar o ponto de desequilíbrio e os gatilhos que geram o desconforto pessoal. O segredo é evitar o isolamento, favorecer a prática diária de atividades físicas, a adoção de hobbies que gerem prazer e o desejo de estar vivo, produtivo, com foco e propósito de vida. Ou seja, através da terapia se pode acolher, incentivar a expressão de emoções e sentimentos, tão fundamentais para o equilíbrio mental e a qualidade de vida necessários.


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