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O desequilíbrio da mente afetada por compulsões e vícios

Saúde Mental e Bem-Estar, Por Andréa Ladislau, Psicanalista

Em 10/06/2025 às 16:25:37

Muitos são os desafios que a mente enfrenta para se manter equilibrada e saudável do ponto de vista da saúde mental. Um deles é a compulsão desenfreada, seja pelo que for: comida, compras, drogas, exercícios físicos, bebidas, entre outros. Vícios que, certamente, causam verdadeiros estragos psicológicos na mente humana. Tudo isso nos leva a refletir sobre como nosso cérebro se comporta e o que pode ser feito para não cair nessas armadilhas ilusórias.

O primeiro ponto que deve ser analisado é a facilidade que os indivíduos possuem de criar expectativas. em relação ao outro e em relação a nossas conquistas futuras.

O grande problema é que nem tudo é previsível. Acreditamos em tudo que vemos. E é exatamente esse o nosso maior ponto nevrálgico: sofremos por não controlar tudo.

Quando algo foge ao nosso controle, entramos em estado de desequilíbrio que afeta tanto o comportamento, quanto o emocional. Isso porque a necessidade em ter o controle das situações nas mãos é um sentimento intrínseco de nossa espécie.

Tudo o que é externo e nos foge ao controle, gera insegurança e medo e nos faz sentir vulneráveis. E no caso em questão, estamos falando de uma situação de perda, muitas vezes perda de somas consideráveis. Fato é que, ninguém joga e investe para perder, e quando isso ocorre entra em cena sensações incômodas como: a impotência, o fracasso e a culpa.

Emocionalmente falando, o indivíduo que entra em uma dinâmica de compulsão e vícios, sejam quais forem, se vê angustiado ao ponto de não conseguir sentir-se em paz por não estar satisfeito com sua realidade. Isso gera transtornos emocionais relevantes, como perda de sono, perda de apetite, estresse generalizado, ansiedade, tristeza profunda, depressão e até síndrome do pânico.

Essas emoções retroalimentam o estresse, levando-o a vivenciar sensações de cabeça pesada, irritabilidade, alterações de humor, entre outros gatilhos que justificam a desestruturação mental, em função da compulsão que ele alimenta. Um outro fator bem relevante de todo esse processo é o sentimento de culpa.

Essa culpa distorce a realidade dos fatos e acelera o complexo de inferioridade e a baixa autoestima, estimulando, através de atitudes desesperadoras, a busca da falsa ilusão do alívio e do auto perdão. Essa impotência também pode estar ligada à vergonha de se expor e mostrar sua fragilidade para parentes e amigos próximos.

A compulsão precisa ser estudada para compreender qual gatilho é o desencadeador do processo. Se não tratado a tempo, essas questões podem levar a consequências mais desastrosas, como o envolvimento em outros vícios: cigarro, álcool, comida e drogas ilícitas, na tentativa de descontar a frustração em excessos.

A solução não é se culpar e se esconder. Não adianta fugir dos problemas. Devemos encarar de frente para conseguir perceber sua dimensão e, desta maneira, verificar de que forma poderão ser solucionados.

Portanto, identificamos, do ponto de vista psicológico, que a dependência pode afetar qualquer um. É preciso entender a natureza do vício para modificar o padrão. Muitos dependentes perdem a condição até mesmo de tomar atitudes próprias, agindo de forma negativa, necessitando de apoio e compreensão para sua reabilitação.

O vício, seja qual for, pode surgir de forma inesperada na vida de uma pessoa, porém é totalmente possível vencer e se livrar do abismo que ele instala. O primeiro passo é ter a consciência de que se está doente, querer e buscar ajuda terapêutica para desenvolver proteções psíquicas, fortalecer a autoestima, o foco e a determinação, além de obter acolhimento de uma rede de apoio.




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