As fases da vida nos surpreendem e são características e únicas para provocarem transformações intensas em nosso emocional. O período da menopausa, apesar de ser um processo natural fisiológico que o corpo feminino sofre, é uma dessas fases que configuram intervenções biológicas e psicológicas importantes para a mulher. Mas como encarar esse momento e se manter, ao mesmo tempo, saudável e equilibrada física e emocionalmente, sem permitir interferências na qualidade de vida da mulher?
Ela chega após uma queda natural dos hormônios reprodutivos, que normalmente, ocorre entre os 45 e 55 anos, variando de mulher para mulher. Os sintomas psíquicos mais comuns são aumento da ansiedade; perturbações de sono com intensificação da insônia; cansaço mental intenso; lapsos de memória; angústia; alterações de humor; tristeza; dificuldade de concentração; baixa autoestima pela natural elevação do peso, ressecamento da pele, queda de cabelo e diminuição da libido.
Não existe uma regra definida. Porém, cada mulher irá manifestar os desconfortos conforme a intensidade na diminuição do hormônio estrogênio, responsável pelos ciclos menstruais e pela fertilidade. Além disso, o histórico de vida emocional e seus hábitos contínuos contam muito, uma vez que mulheres que já possuem algum tipo de transtorno ou desequilíbrio emocional crônico, como depressão, pânico, TDAH, ansiedade generalizada, fobias, transtornos alimentares, entre outros, poderão sofrer ainda mais neste período, já que os hormônios que geram o prazer, também entram em déficit de produção nesse período.
O ideal é estar em dia com o autocuidado, do corpo e da mente. Fazer terapia regularmente, adotar hábitos saudáveis, uma alimentação adequada, praticar exercícios e aprender a autorregular as emoções. Assim, é possível sofrer menos impactos negativos pela menopausa. Do contrário, se não houver um acompanhamento médico e psicológico permanente, estes sintomas podem se agravar, trazendo muitos prejuízos psíquicos e biológicos no dia a dia, bem como alterações hormonais que podem alterar o sono. Os neurotransmissores da melatonina que regulam o sono e o relaxamento sofrem uma diminuição significativa a ponto de provocar insônias, inquietações, sono leve e perturbado, além de alterar o humor, aumentando a irritabilidade e agitação que, consequentemente, estimulam os pensamentos excessivos. Sem dúvida, as mudanças no equilíbrio emocional são os principais vilões que contribuem para interferir no processo de desaceleração do ritmo de vida, fundamental e necessário, no período noturno, um momento do dia em que a mulher busca o relaxamento para recarregar a energia.
Enfim, a menopausa bem compreendida e gerenciada através de uma rotina de acompanhamento feito por profissionais especializados, pode ser menos impactante e agressiva para a mulher. Aliar os cuidados médicos com a terapia e o autocontrole emocional também faz toda a diferente frente às alterações físicas e mentais provocadas pela diminuição dos níveis hormonais intensos e dos sintomas indesejáveis. Toda mudança gera desconforto e pode levar a um estado de vulnerabilidade, mas o autocuidado e uma adequação na forma de encarar esse momento inevitável da vida, sem dúvida, poderão trazer ganhos significativos no cotidiano e na saúde integral das mulheres.