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Semifinal do samba-enredo da Beija-Flor é hoje (26)

"Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor" é o enredo da escola para 2022

Por Portal Eu, Rio! em 26/08/2021 às 09:21:33

Claudinho e Selminha Sorriso, mestre-sala e porta-bandeira da Beija-Flor na quadra da escola. Foto: Divulgação/Eduardo Hollanda

Nesta quinta-feira (26) acontece a semifinal da escolha do samba enredo da Beija-Flor na quadra da escola em Nilópolis. A tentativa de silenciar e apagar o povo negro da história brasileira não foram suficientes. O negro resiste, insiste e, ao longo da história, jamais se deixou calar. Prova disso são personalidades em todas as áreas que sempre foram voz em uma sociedade preconceituosa e discriminatória. Em 2022, o enredo da Beija-Flor fala sobre esse tema. “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, um enredo de autoria coletiva, escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da comunidade de Nilópolis.

Animada, a musa da escola Sávia David preparou uma veste temática para a ocasião. Ela vem representando o empoderamento feminino e a sabedoria. Digital influencer, bacharel em Direito e Educação Física, fisiculturista, esposa e mãe de dois filhos, ela se identificou de imediato com o enredo e com o que vai levar para a avenida.

“O preto vem de uma história sofrida, mas cheia de beleza, superação e ensinamentos. A mulher preta ainda mais. Pesquisas mostram isso. Mesmo assim, elas não deixaram de mostrar o talento na arte, na literatura, na música e em muitos outros setores. Mulheres que sempre foram poderosas e abriram espaço para todas nós”, diz.


Sávia David. Foto: Jennifer Castro

Totalmente envolvida com o enredo, Sávia participou de um ensaio fotográfico exaltando o empoderamento e sabedoria da mulher preta.

“A sabedoria não está apenas em ter cursado uma faculdade, escrever livros ou se tornar artista. Vai muito além. Essas mulheres carregam com elas a sabedoria da superação, da resistência, da leniência e da resiliência. Mulheres que sempre foram empoderadas por essas qualidades. E hoje somando a tudo isso, somos empoderadas porque fomos além e somos capazes de nos libertar dos conceitos estéticos e assumir toda nossa ancestralidade. Chegou a hora de jogar por terra de uma vez por todas a estrutura colonial racista que despreza a riqueza intelectual que produzimos", avalia a musa. “Quero exaltar todo o poder que a mulher preta tem e sempre teve”, conclui.


Sávia David. Foto: Jennifer Castro

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