Tem gente que diz que o amor é complicado. Eu acho que complicado mesmo é montar um móvel de três portas sem manual de instruções. Amor, no fundo, é mais sobre improvisar - e nisso o Bruno Sousa é mestre.
Li o livro antes de ele ser publicado. Sim, privilégio de amiga próxima e leitora curiosa. É que quando um amigo seu escreve sobre o amor com a delicadeza de um Pablo Neruda e a esperteza de um Mario Quintana, você sente como se tivesse descoberto um tesouro. E, claro, quer contar para o mundo inteiro.
O livro “Do amor sobre tudo”, publicado pela Caravana Grupo Editorial, está em pré-venda, mas já nasceu clássico. Bruno não fala do amor só pelos suspiros, mas pelas pausas. Não só pelas juras eternas, mas pelos silêncios bem colocados. Ele veste e despe máscaras para mostrar que amar é um eterno ensaio de nós mesmos, às vezes com final feliz, às vezes com roteiro improvisado.
A graça da coisa é que Bruno não tenta domesticar o amor - ele o solta no quintal, deixa correr, latir, morder a perna da calça. O livro é poesia sem coleira, versos que assumem que amar é cair, levantar, repetir a burrada e ainda achar bonito.
No fim das contas, “Do amor sobre tudo” é quase um lembrete: amar dá errado, amar dá trabalho, amar dá gastrite. Mas, paradoxalmente, é o que nos mantém vivos. Então, não espere manual, porque ele não existe. Espere poesia. E um tanto de consolo ao perceber que você não é o único louco nesse hospício chamado amor.
Ler esta obra é como conversar com um amigo íntimo no fim de tarde: você ri, você pensa, você se reconhece. E quando a última página chega, você percebe que não está sozinho nessa maluquice bonita de sentir. Então, corra. Garanta o seu na pré-venda. Leia. E depois me diga se não é daqueles livros que a gente empresta com medo, porque sabe que não vão querer devolver.
Até o próximo texto!
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