TOPO - PRINCIPAL - CARNAVAL 2026 NITERÓI - 1190X148
TOPO - PRINCIPAL - BOM PAGADOR - 1190X148

Atenção ao invisível: a saúde mental dos nossos idosos

Saúde Mental e Bem-Estar, Por Andréa Ladislau, Psicanalista

Em 27/06/2025 às 07:55:08

No mês de Junho, voltamos a atenção para o “não” ao etarismo, o combate a violência aos idosos e aproveitamos para salientar os cuidados que devem ser aplicados em relação à saúde mental das pessoas com 60 mais.

O equilíbrio emocional é fundamental para afastar qualquer tipo de pensamento ruim. Mas sabemos que para atingir esse equilíbrio uma série de fatores estão envolvidos. A etapa da vida caracterizada como velhice é carregada de bonitas histórias, velhas lembranças e, em muitos casos, de sofrimento e tristeza também.

Nas faixas etárias mais avançadas aumentam os relatos de transtornos depressivos e até suicídios. O envelhecimento apresenta fatores muitos distintos que podem apontar causas que levam a esse desequilíbrio emocional.

Estes sofrimentos psíquicos e o desejo de antecipar a vida podem ser motivados por diversas perdas específicas dentro de um processo de envelhecimento, como: perda da saúde, autonomia, produtividade, papéis sociais, perda de cônjuges, amigos, entre outras perdas pessoais.

Nessa idade encontramos idosos que sofrem de transtornos depressivos em diversos níveis de intensidade.

A depressão é a desordem mais comum nesse segmento etário. Tanto que, a vulnerabilidade deles está concentrada no isolamento social, no fato de não serem, muitas vezes, incluídos na sociabilidade de lazer da família, na falta de diálogo e de alguém para ouvi-los, no medo de se tornar um peso para os parentes, na dependência constante do outro e no alto número de medicamentos que precisam ser ingeridos todos os dias, tornando-os prisioneiros dos fármacos. Não se sentir mais útil é um dos maiores fantasmas do envelhecimento.

Muitos sentem a necessidade do diálogo, mas as conversas já não os comportam mais. Os assuntos em família ficam restritos a um núcleo em que esse idoso não se encaixa por estar “ultrapassado”. Situações estas que, acabam por provocar um isolamento natural.

Criam, portanto, a ilusão de que não são mais importantes em seu espaço de convivência. Isso incentiva a diminuição do prazer pela vida e a redução dos níveis de energia desse idoso.

O ideal é buscar acolher esse idoso e estar mais próximo. Escutar e se deixar levar pelo mundo lapidado pelo envelhecimento.

Procure promover ações de integração do idoso no núcleo familiar, demonstrando a ele sua importância e seu papel dentro deste contexto. Além disso, ao ajudá-lo a se sentir útil de alguma forma, uma chama de sobrevida está sendo acesa para auxiliar no processo de equilíbrio mental e psíquico deste indivíduo.

Se perceber a necessidade, não hesite em buscar ajuda e apoio de um profissional de saúde mental para que essas perdas sejam amenizadas através do autoconhecimento.

Enfim, reforçar a experiência e toda a importância dos nossos idosos é fundamental assim como, contribuir com práticas que diminuam a vulnerabilidade que uma pessoa desta faixa etária carrega em seu inconsciente.

Essa fragilidade é alimentada por inseguranças e conflitos internos tão cruéis, que são capazes de antecipar, de forma drástica e definitiva, a sua partida. Assim como uma criança, um jovem e um adulto, o idoso também precisa se sentir vivo, expor seus medos, suas queixas, suas dúvidas, alegrias e tristezas.

Afinal, a depressão na velhice é coisa séria e os sinais não podem ser ignorados. A melhor arma no combate a este mal é o apoio emocional. Envelhecer está longe de ser um mar de calmaria, mas pode sim, ser um mar de ondas nostálgicas que tragam lembranças e velhas histórias de uma vida inteira, recheada da individualidade e da marca pessoal desse idoso.

POSIÇÃO 2 - DOE SANGUE 1190X148
POSIÇÃO 2 - DENGUE1190X148
POSIÇÃO 2 - VISITE O RIO - 1190X148
POSIÇÃO 3 - DENGUE 1190X148
Saiba como criar um Portal de Notícias Administrável com Hotfix Press.